Entenda as normas e medidas de segurança que regem a operação de monovias industriais e saiba como garantir eficiência e conformidade técnica.
A operação de monovias industriais é parte essencial das rotinas produtivas em fábricas, galpões logísticos e linhas de montagem.
Essas estruturas permitem o transporte linear de cargas com agilidade, precisão e mínimo esforço físico, tornando o processo interno mais fluido e seguro.
No entanto, para que essa eficiência se mantenha ao longo do tempo, é indispensável seguir normas técnicas rigorosas e práticas adequadas de segurança operacional.
Quando instaladas e operadas de forma incorreta, as monovias podem representar riscos significativos — desde o desgaste prematuro até acidentes graves envolvendo operadores e equipamentos.
Por isso, conhecer as normas que regem o uso dessas estruturas e adotar uma cultura de segurança são atitudes fundamentais para qualquer empresa que utiliza sistemas de movimentação aérea.
Neste artigo, você vai entender quais normas regulam o uso das monovias, como aplicá-las na prática e quais são os principais cuidados para garantir uma operação eficiente e segura.
O que abordaremos neste artigo:
ToggleO que são monovias industriais e por que a segurança é tão importante
As monovias industriais são trilhos metálicos suspensos, fixados no teto ou em suportes estruturais, que permitem o deslocamento de talhas elétricas ou manuais.
Elas são projetadas para transportar cargas de forma linear, garantindo fluidez na movimentação interna e melhor aproveitamento do espaço físico.
Esses sistemas são amplamente utilizados em indústrias automotivas, metalúrgicas, alimentícias e de logística, pois otimizam a operação e reduzem riscos de acidentes relacionados ao transporte manual de materiais.
No entanto, o uso contínuo e o esforço repetitivo tornam essencial o cumprimento das normas de segurança e inspeção periódica, que asseguram o desempenho e a durabilidade do equipamento.
Quando uma monovia é projetada, instalada e operada dentro dos padrões técnicos, ela oferece:
- Maior estabilidade e precisão no transporte de cargas;
- Redução de falhas estruturais;
- Segurança para operadores e para o ambiente industrial.
Por outro lado, negligenciar inspeções ou operar fora da carga nominal pode comprometer toda a estrutura, gerar paradas inesperadas e causar danos graves à produção e às pessoas.
Normas aplicáveis à operação de monovias industriais
No Brasil, a operação e a fabricação de monovias industriais devem seguir normas específicas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e da FEM (Fédération Européenne de la Manutention).
Essas diretrizes estabelecem parâmetros técnicos, de segurança e de desempenho para todo o ciclo de vida do equipamento — desde o projeto até a operação diária.
As principais normas relacionadas são:
1. ABNT NBR 8400 – Define critérios para cálculo de estruturas metálicas de equipamentos de movimentação de cargas, como monovias, pontes rolantes e pórticos. Ela estabelece o dimensionamento da capacidade de carga e o fator de segurança mínimo.
2. ABNT NBR 14768 – Trata das talhas elétricas e manuais utilizadas nas monovias, definindo os requisitos de projeto, construção e ensaio para garantir desempenho seguro.
3. ABNT NBR 16147 – Regula a inspeção e manutenção de equipamentos de elevação de carga, especificando periodicidade, responsabilidades e métodos de verificação.
4. FEM 9.511 e FEM 9.901 – Normas europeias que complementam as diretrizes da ABNT, estabelecendo critérios de segurança, classificação de uso e testes de carga para monovias e talhas.
Essas normas visam assegurar que o sistema opere dentro dos limites técnicos e ambientais adequados, considerando fatores como carga de trabalho segura (SWL), frequência de operação, condições climáticas e compatibilidade elétrica.
Requisitos essenciais de segurança na operação
Uma operação de monovias industriais segura depende da combinação entre equipamentos de qualidade, manutenção contínua e treinamento adequado das equipes. Abaixo, os principais requisitos que devem ser observados em toda rotina operacional:
1. Cálculo e controle da carga de trabalho segura (SWL)
Toda monovia deve ter sua capacidade máxima de carga claramente identificada e nunca deve ser operada acima desse limite. O cálculo da SWL leva em conta o peso do material, o esforço da talha e o fator de segurança da estrutura.
2. Inspeções regulares e checklists operacionais
Inspeções diárias antes do início da operação ajudam a identificar ruídos anormais, deformações ou desgaste nos trilhos, roldanas e fixadores. Além disso, é obrigatório realizar inspeções periódicas completas conforme as normas da ABNT.
3. Manutenção preventiva planejada
A manutenção preventiva garante o funcionamento contínuo da monovia e evita paradas imprevistas. Isso inclui:
- Lubrificação de trilhos e rolamentos;
- Verificação de cabos e correntes das talhas;
- Substituição de peças desgastadas;
- Testes de carga controlada.
4. Operação com talhas adequadas e certificadas
As talhas, sejam elétricas ou manuais, devem estar em conformidade com as normas técnicas e ter dispositivos de segurança, como freios automáticos e limitadores de elevação.
5. Sinalização e controle de área
As áreas de operação de monovia precisam estar bem sinalizadas, delimitadas e livres de obstruções. Nenhum operador deve permanecer sob cargas suspensas durante o transporte.
6. Treinamento e capacitação de operadores
Somente operadores treinados e autorizados devem manusear os comandos de uma monovia. O treinamento deve abranger práticas seguras de operação, inspeção visual e resposta a emergências.
Principais riscos e como preveni-los
Assim como qualquer equipamento de elevação, as monovias industriais estão sujeitas a riscos específicos quando operadas de forma inadequada. Conhecer esses riscos é o primeiro passo para preveni-los.
1. Sobrecarga e deformação estrutural
O excesso de peso é uma das principais causas de falhas. Ele pode deformar vigas, danificar suportes e comprometer a integridade da estrutura.
Prevenção: respeitar o limite de carga (SWL) e verificar o peso das cargas antes da operação.
2. Falhas mecânicas nas talhas ou roldanas
Desgaste de cabos, correntes e engrenagens pode causar travamentos ou quedas de carga.
Prevenção: inspeções periódicas e substituição de componentes conforme o plano de manutenção.
3. Falhas elétricas em sistemas motorizados
Monovias com talhas elétricas exigem cuidados extras com circuitos, botões de comando e sistemas de frenagem.
Prevenção: inspeção elétrica regular e uso de componentes certificados.
4. Colisões e falhas humanas
Erros de operação e distrações são causas comuns de incidentes.
Prevenção: treinamento contínuo e uso de dispositivos de parada de emergência.
5. Falta de sinalização e organização do ambiente
Ambientes desorganizados aumentam os riscos de acidentes e colisões.
Prevenção: manter o espaço limpo, sinalizado e com controle de acesso durante as operações.
Boas práticas para uma operação eficiente
Além de atender às normas de segurança, as boas práticas operacionais aumentam a produtividade e reduzem o desgaste do sistema. Algumas delas incluem:
- Planejar o trajeto das cargas para evitar curvas desnecessárias e movimentos bruscos.
- Usar sistemas de acionamento motorizado quando o percurso for extenso, garantindo uniformidade e controle.
- Realizar testes de carga anuais, simulando condições reais de operação.
- Registrar manutenções e inspeções em planilhas ou softwares de controle.
- Adotar um programa de segurança interna, com procedimentos de emergência e comunicação clara entre operadores e supervisores.
Essas ações simples tornam a rotina mais previsível e ajudam a prolongar a vida útil da monovia, garantindo eficiência, segurança e confiabilidade na movimentação de cargas.
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- Instalação de monovias e talhas KITO com certificação técnica;
- Testes de carga e emissão de relatórios de conformidade;
- Serviços de manutenção preventiva, corretiva e adequações estruturais.
Cada solução é desenvolvida com foco na funcionalidade, durabilidade e segurança exigidas pelas operações industriais modernas.
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